O jornalismo piano – reeditorial

Durante a consumação do mais bagaceiro dos golpes o que mais me deixa chocado é a inexistência no País de um jornalismo liberal que consiga dialogar com toda sociedade incluindo a esquerda democrática das Américas e do Mundo. Tudo virou propaganda e o Brasil conseguiu uma impensável unidade de Chomsky a Ron Paul, do NYTimes ao Guardian ou a Mídia Ninja, todos estão chocados com o golpe dos velhos políticos corruptos contra a presidente eleita democraticamente. Obviamente do Brasil se esperava mais além de Lula, Copa e Olimpíadas e a frustração só aumenta ao constatar que para análises econômicas dispomos apenas de colunistas e panfletos neoliberais que resultam quase na negação até mesmo do liberalismo e da democracia liberal. Daí fodeu e mais do que na economia trata-se de um tombo gigante e uma espécie de terra arrasada também no terreno de Gutemberg. É uma vergonha mas a reportagem restou solitária na Piauí e não há mais espaço para diálogos contemporâneos nas outras redações e minha crítica é de leitor mesmo. Todos os esforços corporativos parecem ser apenas na busca pelo que restou de anúncios de varejo ou para servir ao departamento financeiro como se esse fosse o único destino da humanidade. O Brasil precisa de muito mais do que isso e a internet ainda trouxe o caos e a disrupção genealizada para uma nova ordem que já nasce caótica.

 

Por que se chama Piano

Pra quem não sabe este site (punkjazz.tv) é uma plataforma livre onde desde 1998 experimento programação em html punk e publicação jazz de textos, música e vídeos experimentais. É onde vivo minha fábula hacker… É uma espécie de caderno de esboços e artesanato de pixels e bites sobre quase tudo aquilo que não tem preço