Check south for the rock
Um estádio vale o tamanho do sonho!
Este Blog previu em Junho que Dilma venceria no primeiro turno e que o Corinthians teria seu estádio! Também já disse num post anterior que não se trata de macumba… Aliás, vale dizer que com todo o crescimento econômico do país, o estado de SP não se dedicar com entusiasmo à construção de um verdadeiro Templo do Futebol mostra bem o tipo de líderes que governam o estado. O Brasil é o maior campeão no esporte mais popular do mundo e dai a maior cidade brasileira, que tem a maior torcida e só dispõe de estádios precaríssimos, não tem dinheiro ou não vê a necessidade desse conforto para os espectadores… Querem abrir a Copa e usar o vão do MASP como simbolo da cidade?? Ora, vão governar Pidamonhangaba então!!!
Mais Neistat Bros..
Neistat Brothers
Pra quem anda de saco cheio da televisão vale conferir o trabalho desses caras que agora está na HBO…
120 toques
1. A midia tradicional está em cheque simplesmente porque perdeu em relevância e tecnologia. Algumas empresas sobreviverão e outras vão começar a existir agora. Entre as que sobreviverão vão acontecer investimentos importantes mas dificilmente isso chegará aos salários. Humm…
2. Tem gente que confunde twitter com buzina
3. Criatividade não combina com política partidária e jornalista resulta meio burro quando faz campanha em espaço jornalístico tentando ganhar credibilidade. Ou se produz uma crítica criativa ou assegura-se um porto para alma no barco dos maniqueístas!
4. O Ego é o maior amigo do Twitter
Spacious Toutgths
Escutar e ser fã de Tom Waits é uma experiência musical intensa! Vai aí…
O Bom humor da economia
Meus amigos do rock não são muito dessa praia mas se alguém quiser entender o que está acontecendo com o Brasil recomendo a leitura dos cadernos de Economia! É ali que estão as melhores análises sobre o país porque não convém se fazer de joão bobo quando o assunto é grana. Ao contrário dos cadernos de política, que andam pouco inspirados e num baixo astral danado, até porque a maioria caiu no buraco de Serra, os negócios andam quentes. Um exemplo é a entrevista com o editor da revista Wallpaper, Tyler Brulé, publicada na FolhaSP de ontem, falando em pós-consumismo e Brasil. Vale como lição de casa! Ou então, as notícias recentes sobre OI, Vivo e Carlos Slim anunciando bilhões de dólares em investimentos em TV à cabo. Tudo, claro, dependendo das mudanças da lei que vai nos tirar da época das cavernas nesse ramo. Ou ainda, a associação entre TAM e Lan Chile que promete abrir céus… Ao contrário das análises políticas que perdem tempo tentando pintar Dilma de guerrilheira e despreparada, ela já anunciou que pretende criar passos para uma classe média rumar ao paraíso. Se isso acontecer vai patrolar PSDB, DEM e amigos durante várias eleições. Já aviso que eu não voto e não me calo. Simplesmente porque não acredito nesse formato de eleições e não vejo condições para que elas sejam limpas e sem caixa 2, mas principalmente porque não gosto de fazer nada obrigado ainda mais quando o assunto é sério. Em todo caso, para fugir do baixo astral eleitoral nos jornais é melhor ir para a economia!!
ps- Nem tudo está perdido na imprensa e vale conferir um depoimento do repórter José Cleves da Silva, publicado na FolhaSP de ontem e que foi indiciado pelo assassinato de sua mulher pelo mesmo estranho delegado do caso Bruno. O depoimento do diretor do jornal O Estado de Minas – empregador do repórter – é cru como um bife. “A obrigação de investigar é da polícia e não do jornal”, diz para justificar a falta de apoio para a defesa do repórter que na verdade pode ter enfrentado uma perseguição policial além da morte da mulher. Com a polícia que temos e justificativas desse naipe de diretores de redação, estamos feitos!! Vítima 360 graus!!
A praia, o wireless e o barco de furos relativos da imprensa
Imagine que você está dentro de um barco quando aparecem um, dois, três, vários furos e a água começa a entrar e pesar para um lado. Nesse instante você descobre que existem marinheiros que não sabem remar direito mas tem amigos na capitania e por isso estão ali. Outros estão com preguiça e acomodados, então você pega no remo, observa e resolve ajudar. Logo se forma um comitê auto-suficiente de gerentes da crise que decide ignorar a tempestade que se arma no céu e os furos no barco. Numa espécie de histeria louca acreditam que são os melhores marinheiros da área e que estão num transatlântico bem-humorado, mas passam a estabelecer regras duvidosas como retirar da embarcação os mais fortes porque pesam demais. Logo em seguida sacam os mais experientes porque estes questionam muito e pensam diferente, depois os criativos porque niguém precisa de criativos num barco. O passo seguinte é estabelecer uma nova rota em direção ao continente africano. Por quê não? Neste momento você começa a olhar em direção à praia e se prepara para saltar fora mas antes avisa: “Gente! Não seria melhor tapar os furos e procurar um destino grande porém mais adequado?”. Afinal de contas, você se tornou um navegador premiado e algo reconhecido, e percebe a mudança dos ventos. Mesmo assim eles ignoram suas palavras e dizem que você nunca foi bom barqueiro, não sabe o que está falando ou não quer ir pra África… Esse é o sinal de que você precisava para concluir que vai dar merda e provavelmente será o próximo a ser saltado do barco. Só lhe resta a frieza dos navegantes e vai confiante nadando rumo à costa. Quando chega na praia percebe que ela nem estava tão longe assim e descança feliz na areia por ter saido de um barco furado e um tanto louco. Recuperado o fôlego você compra o jornal e percebe uma pequena notícia, plantada pelo dono do barco para afastar rumores, dizendo que na verdade o barco aumentou em 90% a sua velocidade, que os furos eram relativos e que o barco além de ser amarelo, passou de 2.5 para quase 6 toneladas de carga, mas que mesmo assim os proprietários vão mandar um ciclista renomado para assumir o comando geral da empreitada….Humm! Cada um tem a Africa que merece mas não é difícil concluir que jornais raramente checam as notícias e informações que publicam. Nesse momento você suspira, pede uma caipirinha e ainda descobre que a praia tem Wireless…
O Debate da Band e o teatro do Brasil
O debate foi tão ruim que eu nem ia comentar… Mas como hoje é sábado resolvi lançar alguns pixels sobre um debate intútil, tedioso e sem provocações… Plínio Arruda, do alto de suas convicções que resultam em 1% do eleitorado, tentou em vão cutucar uma onça que não existe. Foram apenas dragões de um quixote bem intencionado…Tenho a impressão de que Lula, ops!, Dilma, vai ganhar no primeiro turno tamanha falta de estratégia de Serra e Marina. Nada sobre o destino das riquezas nacionais, sobre a lei de drogas, sobre reforma tributária, reforma política, reforma educacional nada de nada e nenhum compromisso que não seja de marketing e vazio o suficiente para não comprometer a imagem. Ou o Brasil acaba com o voto obrigatório ou vamos terminar elegendo um BBB ou um pagodeiro entusiasmado logo logo e achando que democracia é isso.
No impasse de almas em que está se transformando o jornalismo nacional os debates se institucionalizaram em puro show televisivo ao melhor estilo Vale um Milhão, numa simulação de decoro que já não existe. Puro teatro sem sentido e alguma falta de coragem.
O mundo baseado na direção do vento
Como uma das funções deste Bologs é dar palpites punks já que a consultoria educada é mais cara, vale uma nota zero para a cobertura de duas reportagens – SBT e Fantástico – que foram ao ar ao longo da última semana! Embarcar um repórter e um cinegrafista junto com as equipes de polícia ou do exército para cobrir alguma operação de repressão ao tráfico de drogas pode resultar em pura propaganda daquilo que já não funciona. Fica bonito mas quem quiser entender ou explicar o assunto deveria pelo menos consultar os universitários para saber que sem incluir a lógica do prazer que inspira todas as classes consumidoras não dá para entender o fenômeno do uso drogas em nossa sociedade e nem o tamanho do problema. É uma dica punkjazz de quem já esteve em Juárez, Jamaica, Ciudad Bolivar e Cidade de Deus conversando sobre o assunto para tentar entender a topologia oculta da situação. Ficar apenas brincando de mocinho e bandido é irrelevante do ponto de vista jornalístico…


